A adenomiose caracteriza-se pela existência de endométrio na intimidade do miométrio além de 2,5mm de profundidade ou no mínimo um campo microscópio de grande aumento distante da camada basal do endométrio circundado por hiperplasia das células musculares.
Assim, os tratamentos mais utilizados são:
Apesar de ser um pouco mais difícil, é possível engravidar, mesmo com adenomiose. Estimativas indicam que 14% das mulheres inférteis têm essa patologia. Com o tratamento devido, existem chances de a gravidez ocorrer. A dificuldade de engravidar para quem tem adenomiose ocorre no momento da nidação.
Trata-se de uma doença grave, já que na endometriose profunda o tecido endometrial atinge uma área maior do órgão, sendo ainda mais espesso do que na endometriose comum, provocando dores intensas, fluxo sanguíneo exagerado e infertilidade.
A endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial fora do útero, em locais como os intestinos, ovários, trompas de falópio ou bexiga. Pode causar sintomas como dores progressivamente de mais intensidade, especialmente durante a menstruação, mas que também podem ser sentidas nos outros dias do mês.
SINTOMAS
Não. A endometriose não é contagiosa, tampouco causada por algo que a pessoa tenha feito. Embora não haja causa conhecida para esta condição, há suspeita de que a genética tenha um peso importante no desenvolvimento da doença (5).
A endometriose aparece em mulheres que estão no período reprodutivo e pode surgir logo após as primeiras menstruações, mas os sintomas mais fortes aparecem, geralmente, entre 25 anos e 35 anos. A doença não tem cura definitiva, mas os tratamentos podem permitir uma melhor qualidade de vida.
Diferente do que se possa pensar, a endometriose não é um impeditivo para seguir normalmente com uma gravidez. É certo que essa inflamação do endométrio pode comprometer a capacidade reprodutiva da mulher, mas a partir do momento que ela consegue engravidar, a gestação segue sem problemas.
Para as mulheres com endometriose que conseguiram engravidar, há um risco maior de gravidez ectópica e aborto espontâneo. Após as 24 semanas de gestação, essas mulheres também apresentam mais chances de sofrer complicações, como hemorragias e parto prematuro.
Embora seja possível engravidar com endometriose, a doença, sem tratamento, ainda é uma das principais causas da infertilidade feminina. Cerca de 15% a 45% das pacientes com endometriose, de fato, têm dificuldade de engravidar.
A endometriose altera a anatomia do aparelho reprodutor feminino. “A aderência do tecido endometrial a outros órgãos pode fazer com que o útero mude de lugar, de modo que o espermatozoide não consiga chegar onde precisa”, esclarece a ginecologista Bárbara Murayama, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.
Métodos cirúrgicos e tratamentos indicam que, sim, quem tem endometriose pode engravidar. Em 50% dos casos, com a cirurgia de remoção da doença da cavidade abdominal e dos aparelhos reprodutivos quem tem endometriose pode engravidar naturalmente.