DESCOBRIMENTO DO BRASIL  ESCRAVIDÃO E INDIOS

DESCOBRIMENTO DO BRASIL  ESCRAVIDÃO E INDIOS Essa é a pergunta que vamos responder e mostrar uma maneira simples de se lembrar dessa informação. Portanto, é essencial você conferir a matéria completamente.

DESCOBRIMENTO DO BRASIL  ESCRAVIDÃO E INDIOS


   No descobrimento e exploração colonial do Brasil, os portugueses entraram em contato com uma população indígena subdividida em tribos e grupos que habitavam todo o litoral, o interior ainda a ser desbravado e as bacias dos rios Paraná e Paraguai. Depois de um contato amistoso, os indígenas sofreram dominação,  aculturação, violência e foram vítimas de doenças trazidas pelos europeus. Perante aquela vasta população de índios e da necessidade de ocupar e explorar as novas terras da Coroa Portuguesa, a metrópole tentou  escravizar a mão-de-obra indígena como meio de aprofundar o trabalho de extração do pau-brasil, de descoberta do ouro e do plantio de monoculturas. Inicialmente, ficou clara a dificuldade de se escravizar o índio. Dentre os principais motivos, podemos dizer que o índio não se sujeitou a torna-se escravo:Por sentir-se incompatível ao trabalho forçado e intensivo;Não estava habituado a corresponder às tarefas rotineiras;Não eram preguiçosos, como os acusava a Coroa, mas tinha o hábito de trabalhar somente por subsistência;Culturalmente, empregavam suas energias em rituais e nas guerras com outras tribos;Não possuíam valor à produtividade e à acumulação de riquezas;Perante o trabalho forçado, fugiam. Outros fatores que desestimularam a escravidão indígena   foram as epidemias transmitidas pelo homem branco e a defesa da Igreja Católica a favor dos nativos. Grande parte da população indígena não possuía defesas biológicas às doenças trazidas pelos europeus, muitos morreram de  sarampo, varíola e gripe. A Igreja Católica , por meio do trabalho dos jesuítas, em seu trabalho de catequização dificultava a escravidão, atrapalhando o ensejo de colonos e comerciantes. A Coroa Portuguesa com o tempo percebeu que a escravidão indígena não era uma atividade lucrativa dentro do processo colonial de exploração, logo, definiu-se a necessidade de utilizar a mão-de-obra escrava africana, inaugurando o  tráfico negreiro para o Brasil. Era mais fácil aprisionar o escravo negro do que o índio. O nativo conhecia toda a região, se escondia em relevos e florestas ainda não exploradas, conhecimento que os estrangeiros portugueses e africanos não possuíam sobre a terra colonizada. Em 1570, a Coroa Portuguesa proibiu a captura de índios por meio de uma Carta Régia, documento que autorizava a captura e escravidão do índio em situações de guerra e conflito com os colonizadores. Como os conflitos entre índios e colonos permaneceram durante grande parte da história colonial brasileira, a captura e escravidão do índio manteve-se por muito tempo até o ano de 1757, findada depois de uma proibição definitiva decorrente de transformações administrativas exercidas por marquês de Pombal.