Tal educação libertadora e problematizadora, segundo Paulo Freire, só pode se constituir num processo onde educador e educando aprendem juntos. Essa visão se opõe diretamente ao que Freire chama de "educação bancária" – em referência aos bancos, como se a educação fosse um ato unilateral de depositar conteúdos.
Pensar Freire na Educação Infantil é compreender que a educação é permanente vida, não apenas preparar para viver, mas, em uma constante leitura do mundo, cada vez mais crítica. Palavras-chave: Educação Infantil; Paulo Freire; Leitura do mundo.
O método Paulo Freire não visa apenas tornar mais rápido e acessível o aprendizado, mas pretende habilitar o aluno a "ler o mundo", na expressão famosa do educador. "Trata-se de aprender a ler a realidade (conhecê-la) para em seguida poder reescrever essa realidade (transformá-la)", dizia Freire.
Educação bancária é quando se deposita conhecimento no aluno, sem fazê-lo pensar, ao invés dessa educação Freire propõe uma educação Libertadora. Educação bancária é quando se deposita conhecimento no aluno, sem fazê-lo pensar, ao invés dessa educação Freire propõe uma educação Libertadora.
A concepção bancária de educação nega o diálogo, à medida que na prática pe- dagógica prevalecem poucas palavras, já que "o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente; o educador é o que disciplina; os educan- dos, os disciplinados" (Freire, 2005, p. 68).
Sua família fazia parte da classe média, mas Paulo Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização.
9.394/1996, no artigo 29, defende a educação infantil como primeira etapa da educação básica, tendo como objetivo "o desen- volvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus as- pectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade".
De acordo com seu biógrafo, no campo político Paulo Freire também não gerava consenso. Recebia críticas dos setores progressistas por conta da sua linguagem com ênfase no masculino (ao menos nas primeiras obras) e por ser contra o aborto, por exemplo.
O que é Educação Bancária? Para Freire, o termo "bancário" significa que o professor vê o aluno como um banco, no qual deposita o conhecimento. Na prática, quer dizer que o aluno é como um cofre vazio em que o professor acrescenta fórmulas, letras e conhecimento científico até "enriquecer" o aluno.