Embora a teoria panóptica tenha se tornado popular graças a Michel Foucault, o conceito panóptico foi concebido por Jeremy Bentham como um mecanismo aplicável ao controle do comportamento dos prisioneiros nas prisões. O próprio panóptico é uma forma de estrutura arquitetônica projetada para cárceres e prisões.
O Panóptico organiza espaços que permitem ver, sem ser vistos, portanto, uma garantia de ordem. Assim, a vigilância torna-se permanente nos seus efeitos, mesmo que não fosse na sua acção. Mais importante do que vigiar o prisioneiro o tempo inteiro, era que o mesmo se soubesse vigiado. ... O Panóptico (...)
Pan-óptico é um termo utilizado para designar uma penitenciária ideal, concebida pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham em 1785, que permite a um único vigilante observar todos os prisioneiros, sem que estes possam saber se estão ou não sendo observados.
O homem é o principal alvo e objeto do poder, que tem como meta, a tarefa de incorporar nos corpos características de docilidade. É dócil “um corpo que pode ser submetido, que pode ser utilizado, que pode ser transformado e aperfeiçoado” (Ibid, p. 126).
Esse conceito nos foi apresentado por Michel Foucault, e significa dizer que todas as instituições , a religião, a medicina, a psiquiatria, a escola, são partícipes da estrutura de poder, de manter a ordem no indivíduo, e mantê-lo dentro dos limites morais e sociais aceitáveis pela macro estrutura do poder que seria o ...
Depois de comparar diferentes concepções correntes de poder, mostrando sua de- pendência da noção de um soberano, define-se o poder em Foucault como uma relação assimétrica que institui a autoridade e a obediência, e não como um objeto preexistente em um soberano, que o usa para dominar seus sú- ditos.
A FILOSOFIA DE FOUCAULT Em História da Loucura, ele procura mostrar como o conceito de loucura mudou através dos tempos. Uma de suas ideias fundamentais é que a loucura não é algo da “natureza” ou uma “doença”, como acreditavam os psiquiatras, mas um “fato de cultura”.
No quadro conceitual proposto por Foucault, portanto, governo é o modo concreto de uma governamentalidade específica e não necessária. Quer dizer, há um campo no qual certas formas de governo de si e dos outros tomam corpo, fornecendo sentido às relações e estabelecendo distinções e significações.
História da Loucura1961
Mais do que a teoria do poder, Foucault propões regras ou cautelas metodológicas. Diferentemente das concepções correntes, Foucault pretende explicar o poder sem o rei como sua fonte e natureza. ... Para ilustrar o conceito foucaultiano de poder, comenta-se uma situação atual da política nacional.
Poitiers, França
A trajetória intelectual de Michel Foucault é costumeiramente dividida em três momentos, fases ou domínios, segundo seus principais comentadores: a arqueológica (análise sobre a constituição do saber), a genealógica (análise sobre as formas de exercício do poder) e a ética/estética da existência (análise sobre o ...
Nietzsche aparece mais uma vez na teoria foucaultiana, dessa vez com mais força. O filósofo francês utilizou as teorias de seu influenciador alemão, sobretudo nas análises dele sobre os gregos antigos, para imergir na cultura grega em O uso dos prazeres e desvendar o modo como a sociedade grega encarava a sexualidade.
Michel Foucault utiliza em sua conferência denominada “O que é um autor?” a seguinte frase: “Que importa quem fala, disse alguém, que importa quem fala”. Sua intenção é retratar nestas palavras certa indiferença que constitui para ele o princípio ético fundamental da escrita contemporânea.
Autor (do latim auctor, derivado do verbo augeo, 'aumentar') é aquele que cria, causa ou dá origem a alguma coisa, especialmente obra literária, artística ou científica. É diferente de narrador. Na narratologia, o autor é uma das três entidades da história, sendo as outras o narrador e o leitor/espectador.