Vitiligo é um distúrbio da pigmentação da pele que leva ao surgimento de sintomas como manchas brancas pelo corpo, principalmente nos braços, mãos, pés ou em volta dos olhos ou boca.
Em alguns casos, pessoas com a doença podem desenvolver alopecia areata, uma condição que provoca a queda de cabelos.
1. Gan EY, Kong YL, Tan WD, et al: Twelve-month and sixty-month outcomes of noncultured cellular grafting for vitiligo. J Am Acad Dermatol 75(3):564-571, 2016. doi: 10.1016/j.jaad.2016.04.007
Aparecem manchas brancas e bem delimitadas espalhadas pelo corpo. Não há como prever o surgimento e a evolução da doença, podendo ocorrer, em um mesmo paciente, regressão de determinadas lesões enquanto surgem outras.
Esse tipo de vitiligo, também conhecido como vitiligo bilateral, é o tipo mais comum de vitiligo, apresentando evolução rápida, sendo seguida de períodos em que ocorre estagnação das manchas.
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Apesar de a pele com falta de melanina ser mais sensível ao sol, em pessoas com vitiligo é maior a produção de uma proteína que age contra tumores, o que funciona como uma espécie de compensação para proteger contra o câncer de pele.
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O vitiligo caracteriza-se por áreas hipopigmentadas ou despigmentadas, geralmente bem demarcadas e simétricas. A despigmentação pode envolver 1 ou 2 locais (vitiligo focal) ou segmentos do corpo (vitiligo segmentar), e raramente se generaliza, envolvendo quase toda a superfície corporal (vitiligo universal). Todavia, o vitiligo acomete com mais frequência a face (em particular, ao redor de orifícios), dedos, dorso das mãos, áreas flexoras dos punhos, cotovelos, joelhos, face anterior das pernas, parte dorsal do tornozelo, axilas, regiões inguinal e anogenital, umbigo e mamilos. A desfiguração cosmética pode ser especialmente grave e emocionalmente devastadora em pacientes de pele escura. Os pelos nas regiões do vitiligo geralmente são brancos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os resultados do tratamento cubano que esteve em voga durante algum tempo não foram superiores aos da fototerapia convencional.
O diagnóstico do vitiligo geralmente é clínico, sendo feito pelo dermatologista através da avaliação das manchas na pele a olho nu, podendo ser usada a lâmpada de Wood que permite observar melhor as manchas da pele.
As manchas do vitiligo são mais comuns de surgir no rosto, principalmente em volta dos olhos e boca, dorso das mãos, pescoço, couro cabeludo, tronco ou região genital, como vulva ou pênis.
Essas manchas podem surgir devido à ausência de melanina na pele, devido à destruição ou morte dos melanócitos, que são as células que produzem o pigmento que dá cor à pele. Ainda não se sabe a causa exata do vitiligo mas parece estar associado a fatores genéticos e autoimunes.
Esse tipo de vitiligo não é muito comum, e afeta principalmente pessoas mais jovens, e as manchas normalmente evoluem durante 1 a 2 anos e depois se tornam estáveis, ou seja, não aumentam de tamanho ou não surge nenhuma nova mancha na pele.
Além disso, caso necessário, o médico pode fazer uma biópsia de pele, para confirmar o diagnóstico e descartar outras condições de saúde, como nevo despigmentoso ou pitiríase alba, por exemplo. Saiba como é feita a biópsia de pele.
Pequenas lesões espalhadas podem ser camufladas com maquiagem. Em caso de envolvimento mais extenso, o tratamento normalmente visa a repigmentação. No entanto, pouco se sabe sobre as eficácias comparativas desses tratamentos. O tratamento tradicional de primeira linha consiste em corticoides tópicos potentes, que podem também causar hipopigmentação e atrofia na pele normal circundante como um efeito adverso do uso crônico de corticoides. Os inibidores da calcineurina (tacrolimo, pimecrolimo) podem ser alternativas particularmente úteis no tratamento de áreas da pele (como face e virilha) onde os efeitos adversos da terapia com corticoides tópicos ocorrem com mais comumente. Calcipotriene misturado com dipropionato de betametasona também pode ser útil e mais bem sucedido do que a monoterapia com qualquer um dos fármacos.
O vitiligo não é contagioso e o tratamento é feito pelo dermatologista que pode indicar o uso de pomadas ou comprimidos de corticoides ou imunossupressores, fototerapia, despigmentação da pele, cirurgia ou transplante de melanócitos.
Sim. O estresse e outras alterações emocionais são agentes que podem desencadear a doença, assim como outras doenças de pele, como é o caso da psoríase. Mas é necessário que a pessoa tenha pré-disposição genética para a doença.
1. Arowojolu OA, Orlow SJ, Elbuluk N, et al: The nuclear factor (erythroid-derived 2)-like 2 (NRF2) antioxidant response promotes melanocyte viability and reduces toxicity of the vitiligo-inducing phenol monobenzone. Exp Dermatol 26(7):637-644. doi: 10.1111/exd.13350
Os tratamentos convencionais são longos e geralmente envolvem aplicações de pomadas à base de corticoides, loções e fototerapia (exposição ao sol com uso de substâncias fotossensibilizantes). Raramente ocorre cura definitiva das lesões, pois há áreas que apresentam maior dificuldade de recuperar a pigmentação. Quando o processo afeta mais de 50% do corpo a opção de tratamento pode ser a despigmentação total da pele.
Considerar tratamentos como a calcipotriene tópica mais dipropionato de betametasona, monoterapia tópica com corticoides, UVB de banda estreita, ou um inibidor da calcineurina (tacrolimo e pimecrolimo).