A primeira é o princípio da localidade, o que faz com que o poder seja analisado em suas formas e em suas instituições mais locais. O segundo é o princípio da exterioridade ou da objetivação, o que significa que Foucault busca o poder naquele exato ponto no qual ele se estabelece e produz efeitos.
A disciplina é um conjunto de regras que servem para o bom andamento da aprendizagem escolar, é uma questão de qualidade nos relacionamentos humanos, principalmente entre professor e aluno. ... Ela deve ser construída numa parceria entre professor e aluno, que devem respeitar-se mutuamente.
O Adestramento do Homem – Corpos Dóceis O controle, para ser eficaz, deve atuar sobre cada corpo individualmente, não em massa, para assim trabalha-lo em todos os seus detalhes. Atuar sobre o corpo de uma forma contínua para determinar seus movimentos, seus gestos, sua forma e sua velocidade.
A liberdade em Foucault é o elemento sem o qual nem o poder nem a ética podem existir. O poder, definido por Foucault como um modo de ação sobre ações, ocorre quando uns tentam conduzir a ação de outros e só se exerce sobre sujeitos livres enquanto livres.
Liberdade sem disciplina é como um país sem defesa. A disciplina protege a liberdade.
O cuidado de si propicia a liberdade na medida que o sujeito que é responsável por si mesmo não depende (economicamente, politicamente e socialmente) da tutela de ninguém.
O exercício do cuidado de si mesmo pressupõe e implica uma preparação para o exercício do cuidado e governo de outros. A missão socrática consistia, como vimos, em persuadir atenienses a serem melhores, mais sensatos pelo cultivo da sabedoria.
Segundo Foucault para o cuidado de si constituir o sujeito é importante estabelecer uma intensidade de relações de si para consigo, em que o sujeito consiga tomar a si mesmo como objeto de conhecimento e ação, que através das relações de si possa transformar-se, corrigir-se, purificar- se, e promover a própria salvação ...
A ética do “cuidado de si” consiste em um conjunto de regras de existência que o sujeito dá a si mesmo promovendo, segundo sua vontade e desejo, uma forma ou estilo de vida culminando em uma “estética da existência”.
Assim, compreendiam os estoicos e os epicuristas que o cuidado de si era intermediado por exercícios de meditação, concentração, leitura, escrita, escuta, memorização, exames de consciência; enfim, por um conjunto de atividades práticas cujo objetivo era vigiar se as ações davam testemunho dos preceitos morais, ou seja ...
Na moral grega, segundo Foucault, se respeita o caráter individual da conduta: a escolha do modo de vida é uma questão pessoal e a elaboração, o trabalho sobre a própria vida, se apóia em uma série de técnicas que não tem caráter normativo nem pretende organizar-se em forma de código.
A estética da existência, que teve seu apogeu durante a antiguidade greco-romana, está diretamente relacionada com a criação de um estilo próprio, através da prática de técnicas de cuidado de si, e visa a constituição de si mesmo como o artesão da beleza de sua própria vida.