Isso acontece principalmente por causa do temperamento da raça, que é super destemido e energético. Afinal, apesar da baixa estatura, esses cães são a prova viva de que tamanho não é documento e eles estão sempre a postos para defender sua família. O problema é quando associam essa imagem de coragem com agressividade.
O motivo por que Pinscher é bravo tem muito a ver com um territorialismo natural da raça e também deriva da falta de socialização adequada nos primeiros anos. Mesmo sendo um cachorro pequeno, o Pinscher tem vocação para cão de guarda porque seu instinto protetor é muito aguçado. Ele gosta de proteger aqueles que ama, e sempre que se sente ameaçado ou acha que alguém da família corre perigo, o cãozinho pode ficar mais reativo. O mesmo ocorre com outra raças pequenas e protetoras, como o Chihuahua.
Caso o ambiente do pet não seja enriquecido, ele poderá passar muito tempo focando nas coisas erradas. Ou seja, ele pode gastar energia para latir, agir com braveza, ficar ansioso no portão da casa para latir para os cães que estiverem na rua, e por aí vai.
E por fim, é fundamental criar um ambiente adequado para que o seu Pinscher possa ter um gasto de energia interessante em casa. Ou seja, você precisa confeccionar um ambiente enriquecido: brinquedos pelo chão, brinquedos interativos, desafios e várias outras coisas que ajudam a gastar a energia do pet.
E por fim, lembre-se que o Pinscher pode ser um cão que late bastante. Ele vai alertar o tutor para as mais diferentes situações no ambiente em que vive e você precisa entender que isso faz parte da rotina dele.
A socialização é o ponto chave para quem quer criar um Pinscher saudável. Assim, você oferece a ele uma qualidade de vida adequada e ele pode viver muitos anos ao seu lado. Em caso de não haver uma socialização canina ainda no início da vida do cão, ele poderá julgar muitas situações como um confronto, o que é bem maléfico para a integridade física e mental do pet.
Mesmo sendo minúsculos, os pinschers são conhecidos por serem bastante estressados. Tutores desses animais compartilham sempre como lidar com essa raça inusitada, já que o pet sempre apresenta comportamentos agressivos e surpreendentes.
Ninguém gosta de ter o seu espaço invadido, e isso não é muito diferente com o Pinscher. Cachorro gosta de manter a sua privacidade, especialmente com quem ele não tem muita intimidade, e por isso é importante saber respeitar os limites do cãozinho. Se o animal não gosta de ser tocado o tempo todo ou segurado no colo, por exemplo, não vale a pena tentar forçar a barra, ou o resultado vai ser um Pinscher bravo. É bom conhecer muito bem o comportamento e gostos do seu bichinho para evitar problemas.
De maneira geral, o adestramento vai fazer com que o seu Pinscher possa aprender comandos básicos de conduta. Você, tutor, pode ensiná-lo o que ele pode e o que ele não pode. O adestramento faz com que o seu Pinscher possa ter uma qualidade de vida muito acima da média, pois ele vive mais equilibrado e tranquilo.
Agora que você já sabe porque Pinscher é bravo, a última dica para resolver isso de maneira amigável é treinar a raça com estímulos positivos. O adestramento de cães é sempre muito útil para amenizar comportamentos indesejados, e não é difícil aprender como adestrar um Pinscher. Os treinos devem vir acompanhados de recompensas sempre que o animal tiver uma reação positiva - e isso, inclusive, pode ajudar bastante no processo de socialização. Você pode recompensar o cachorro Pinscher com petiscos, elogios, carinho, brinquedos… qualquer coisa que deixe seu cãozinho feliz!
Ao BNews, o especialista em comportamento animal, Esaú Marlon, explicou algumas curiosidades sobre essa raça e deu dicas de como os tutores podem lidar da melhor forma com o pinscher. A princípio, o biólogo esclareceu se os pinschers são realmente mais estressados que os outros cachorros.
Esaú Marlon ainda justifica a tremedeira da raça: “Os pinschers tremem em situações de frio, de medo intenso e devido à Síndrome do Tremor Generalizado (STG). A STG é decorrente de inflamações causadas no cerebelo do animal e pode-se ser observada com mais frequência em animais ansiosos ou que ficam agitados com facilidade. Se o estresse aumenta, pode ser que o animal apresente STG. Sendo assim, torna-se necessário uma avaliação pelo especialista”.
Descubra como o pinscher reage à presença de pessoas estranhas. A maioria dos cachorros dessa raça tem um instinto de guarda natural que os leva a desconfiar de desconhecidos. Por isso, o cão pode ter problemas comportamentais, como desenvolver o vício de vigiar a porta ou tentar expulsar as visitas.
O especialista ainda explica se há uma diferença no estresse entre machos e fêmeas. “A agressividade está presente em ambos os lados, mas de formas diferentes. Tudo dependerá do contexto. Por exemplo, os pinschers fêmeas podem ser mais bravos em conflitos com outras fêmeas. Ou por briga por território, ou pela defesa dos seus filhotes”, pontuou.